Meu nome é Adilson, tenho 36 anos e moro com meus três filhos em um apartamento pequeno — daqueles que parecem encolher ainda mais quando os problemas aumentam.Vivemos em uma cidade tranquila, quase esquecida, onde o silêncio das ruas às vezes faz as preocupações parecerem maiores.
Costumo dizer que sou escritor. Mas, na prática, muitas vezes me sinto apenas alguém tentando não afundar, usando as palavras como forma de continuar existindo.
Foram anos de textos rejeitados, projetos guardados e revisões intermináveis. Enquanto eu sonhava em ser lido, a vida real continuava cobrando aluguel, comida e contas.
Meus filhos são minha razão para seguir em frente — e também minha maior responsabilidade.
– Helena, de 8 anos, tem um olhar cheio de esperança, como se ainda acreditasse que o mundo é um lugar bonito.
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