Na madrugada fria de 27 de março de 2000, moradores do bairro Villa Urquiza, em Buenos Aires, começaram a ouvir sons estranhos vindos de um apartamento na rua Manuela Pedraza. Primeiro vieram os gritos abafados. Depois, orações repetidas em um tom quase hipnótico. Em seguida, pancadas violentas, choros desesperados e vozes que pareciam discutir com algo invisível.
Ninguém dormiu naquela noite.
Alguns vizinhos juraram ter ouvido uma mulher implorando por misericórdia. Outros disseram que havia cantos religiosos misturados com frases incompreensíveis. Conforme as horas passavam, o clima no prédio se tornava cada vez mais sufocante. Até que, incapaz de suportar o terror, um morador chamou a polícia.
Quando os agentes chegaram ao local, encontraram uma das cenas mais perturbadoras já registradas na história criminal da Argentina.
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