No coração de Minas Gerais, existe uma história que até hoje faz moradores evitarem passar perto de um cemitério depois da meia-noite. Em Conselheiro Lafaiete, antiga Queluz de Minas, uma tragédia ocorrida em 1929 deu origem a uma das lendas mais perturbadoras do interior brasileiro: o caso do coroinha acorrentado.
Tudo começou na noite de 29 de maio, véspera da celebração de Corpus Christi. A cidade inteira estava mergulhada em um clima estranho.
Naquela época, Murilo Arcanjo Araújo tinha apenas 13 anos. Filho de uma família humilde e extremamente religiosa, o garoto era conhecido por sua devoção incomum.
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