Miguel deixou o edifício de escritórios, ajustando a gravata pela terceira vez. O tecido parecia apertado demais. Ou talvez fosse apenas a sensação de sufocamento que sempre o acometia depois das reuniões. Mais números, mais gráficos, mais projeções.
Outra tarde desperdiçada falando sobre coisas que, no fundo, não importavam. O sol de quinta-feira batia forte no asfalto da Avenida Faria Lima, em São Paulo.
Talvez uma caminhada até o estacionamento fosse uma boa ideia. O ar da cidade, embora poluído, poderia ajudar a tirar o gosto amargo da boca. Afrouxou a gravata e começou a andar.
As ruas estavam movimentadas. Pessoas passavam apressadas, cada uma perdida em seu próprio mundo.
O artigo não está concluído, clique na próxima página para continuar