O coração de Heitor batia descompassado enquanto ele atravessava as portas giratórias do elegante edifício de escritórios na Avenida Faria Lima.
Em suas mãos, uma pequena caixa de doces da Cristallo, os favoritos de sua esposa, Laura. Ele não tinha a menor ideia de que, naquele dia, um simples gesto de amor desvendaria tudo o que ele acreditava saber sobre seu casamento de oito anos.
O lobby, com seu piso de mármore reluzente e paredes de vidro, brilhava sob a luz fria e impessoal das lâmpadas fluorescentes.
Mas, em vez de calor, o ambiente transmitia uma frieza cortante, um prelúdio gelado para o choque que o aguardava.
O sorriso polido da recepcionista congelou em seu rosto enquanto ela balançava a cabeça, seus olhos castanhos fixos nos dele com uma mistura de pena e desconforto.
— Desculpe, senhor, mas não temos nenhuma funcionária com o nome de Laura Alencar. E… eu acho que a vi mais cedo, ela estava com outro homem.
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