O vento frio do terraço do restaurante mais caro da cidade mal perturbava Rebeca Santos, executiva de sucesso cuja empresa de tecnologia valia milhões.
Absorta em sua tela, ela não notou a pequena figura se aproximando – uma menina de cerca de seis anos, cabelos castanhos desgrenhados, vestindo um casaco cinza muito grande e manchado.
A menina parou a poucos metros da mesa, os olhos fixos no prato ainda pela metade de Rebeca – um risoto de camarão com trufas brancas, cujo preço equivalia ao salário semanal de muitos.
Rebeca olhou ao redor, procurando um responsável. “Onde estão seus pais?” A resposta caiu como uma pedra: “Eu não tenho… mais.” Rebeca sentiu algo se contrair no peito. Em seu mundo de planilhas e negócios, a pobreza era uma abstração, não um rostinho de seis anos com fome.
O artigo não está concluído, clique na próxima página para continuar