O banco ligou. “Seu marido está aqui com uma mulher que se parece muito com você.”
Essas doze palavras estilhaçaram o mundo de Liana Almeida Prado exatamente às 14h47 de uma tarde de quarta-feira.
Ela estava no lobby de mármore de sua gestora de private equity na Avenida Faria Lima, em São Paulo, fechando uma aquisição de R$ 210 milhões quando seu celular vibrou com um número que ela não reconheceu.
A voz do outro lado era profissional, cuidadosa, quase pedindo desculpas.
“Dona Liana, aqui é Beatriz, da agência Private do Banco Confiança & Prestígio, no Itaim Bibi. Estou ligando porque há uma situação bastante incomum se desenvolvendo aqui. Seu marido, o Sr. Prado, está atualmente em nossa mesa de serviços executivos tentando acessar o portfólio de investimentos conjunto de vocês.
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