O advogado de Cadu o abandonara há quatro anos. Grávida, sem um tostão, sem um teto. Agora, a Juíza Daila entrava no tribunal. Segundo divórcio.
Carlos Eduardo versus sua nova esposa. Batalha pela guarda. Ele ergueu o olhar e congelou. “Meritíssima…” Sua voz falhou. Daila sentou-se e abriu o processo dele. “Prossiga, doutora.”
Na galeria, três crianças observavam em silêncio. Os trigêmeos dela. Os filhos que Cadu nunca conheceu.
“Você a conhece?” Sandra Kim sussurrou a pergunta no ouvido de Carlos Eduardo Ribeiro. Sua voz era tensa, preocupada.
Cadu não conseguiu responder. Não conseguia respirar.
Ele apenas encarava a mulher na toga preta, sentada imponente atrás da bancada do juiz. Suas mãos agarravam a mesa de madeira polida à sua frente, os nós dos dedos brancos.
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