Sempre que me perguntam qual é o serial killer mais perturbador e, ao mesmo tempo, mais intrigante que eu já estudei, um nome surge quase imediatamente na minha cabeça: Edmund Kemper.
Não apenas pela brutalidade dos crimes, mas porque esse é um daqueles casos em que o horror não termina na cena do assassinato.
Ele continua na mente do criminoso, nas entrevistas que ele deu, nas confissões detalhadas e na forma quase absurda com que ajudou a polícia e o FBI a entenderem melhor como funciona a mente de um assassino em série.
O caso de Kemper assusta por vários motivos. Primeiro, porque ele parecia lúcido demais. Segundo, porque em muitos momentos ele conseguia soar racional, articulado, até simpático.
E terceiro, porque tudo na história dele parece girar em torno de uma figura central: a mãe. É como se todos os caminhos, todos os traumas, toda a violência e toda a raiva acumulada apontassem para a mesma origem.
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