À primeira vista, Francisco de Assis Pereira parecia invisível.
Um homem comum, desses que cruzam a cidade todos os dias sem chamar atenção. Trabalhador, educado, sorriso fácil. Ninguém suspeitaria que por trás daquela aparência banal se escondia um dos predadores mais cruéis da história criminal brasileira.
Nos anos 90, enquanto São Paulo vivia sua rotina caótica, um horror silencioso se espalhava entre as árvores do Parque do Estado, na zona sul da capital. Mulheres jovens desapareciam. Meses depois, corpos eram encontrados na mata fechada. Violência sexual. Estrangulamento. Sempre o mesmo cenário. Sempre o mesmo padrão.
O Brasil estava diante de um serial killer.
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