Ela salvou a vida dele quando ele estava morrendo na esquina da rua.
Alimentou-o por 93 dias com o dinheiro que não tinha. Seu chefe brutal a puniu, zombou dela, destruiu seu espírito. Então, uma manhã, um comboio de SUVs pretos cercou sua oficina caindo aos pedaços.
O homem que saiu não era o mendigo de que ela se lembrava. Ele era um bilionário e veio para retribuir tudo.
Ana Oliveira tinha 22 anos e já estava exausta da vida.
Miojo no café da manhã porque era tudo o que ela podia pagar. E uma caminhada de três quilômetros até a Oficina Mecânica-Geral do Dutra, com botas tão gastas que papelão forrava o fundo onde as solas haviam desistido.
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