O avião decolou de São Paulo rumo a Lisboa, mas para Renato Albuquerque, um empresário bilionário de 42 anos, a viagem se transformou em um pesadelo.
Seu filho de seis meses, Lucas, chorava incontrolavelmente há três horas. Homem acostumado a resolver problemas com cheques e ligações, Renato se sentia impotente diante do desespero do próprio filho.
Os olhares irritados dos passageiros da classe executiva, as reclamações veladas e a frustração crescente o consumiam.
Sozinho na viagem, pois sua esposa havia ficado doente, ele tentou de tudo: mamadeira, fralda limpa, música, chupeta. Nada funcionava.
A situação ficou tão insuportável que a comissária sugeriu que ele se retirasse para a parte traseira da aeronave, onde o choro ecoava ainda mais alto entre os passageiros da classe econômica.
Foi então que um garoto magro, de 14 anos, vestindo roupas simples e carregando uma mochila desgastada, se levantou.
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