Três semanas após o funeral do Sr. Abelardo, Sofia estava no meio do seu turno quando eles entraram.
Eram três homens de terno, dois carregando pastas de couro, e um deles checando o relógio como se tivesse um lugar muito mais importante para estar.
Ela estava repondo o café para o Jerry, um cliente antigo que nunca bebia o café, mas gostava de ter a xícara cheia na sua frente.
Foi quando Bia sibilou de trás do balcão: “Se isso não é andar de advogado, eu não sei o que é.”
Sofia ergueu os olhos. O homem mais alto, no fundo do grupo, ela conhecia aquele rosto. Olhos azuis como os do Sr. Abelardo.
Era o neto.
Aquele que apareceu com quarenta minutos de atraso no funeral, com a aparência de quem tinha acabado de desembarcar de um voo vindo de algum lugar muito importante e que voltaria para o mesmo lugar assim que tudo acabasse.
O artigo não está concluído, clique na próxima página para continuar