Flora encolheu-se dentro do canil estreito, seu corpo grávido tremendo contra a parede de madeira áspera.
O chão de cimento sob ela estava frio e imundo, manchado por poças de água velha e impregnado com o cheiro de animal.
Ela envolveu os braços ao redor da barriga, sussurrando para a criança em seu ventre enquanto outra onda de dor lhe cortava a respiração.
A poucos passos de distância, dentro de casa, a voz de Heitor se ergueu em uma gargalhada.
Ninguém mencionou a mulher trancada do lado de fora como um bicho indesejado. A cadela ao seu lado choramingou baixinho, aninhando-se nela em busca de calor.
Então, a rua mergulhou em um silêncio anormal. Motores pesados começaram a rolar.
SUVs pretos e imponentes pararam no portão.
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