Era uma noite fria de quarta-feira no Hospital São Vicente, e o obstetra Fabrício Mendes estava finalizando uma cirurgia quando foi chamado para uma emergência. "Ela está perdendo muito sangue, doutor. A pressão caiu rapidamente. Pode não aguentar mais", disse a enfermeira Carla, alarmada. Fabrício, com anos de experiência, sabia que precisava agir rápido, mas nada o preparou para o que ele veria a seguir.
Quando entrou na sala, viu o rosto pálido de uma mulher inconsciente, deitada na maca, com um enorme ventre de gravidez avançada. O nome da paciente era Letícia Santos. A mesma Letícia que ele havia abandonado dois anos antes, grávida e cheia de sonhos. Ela estava ali, diante dele, prestes a dar à luz, e Fabrício, em um momento de total surpresa e culpa, hesitou.
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