Samuel Tavares achou que tinha acabado.
A neve que caía em flocos parou de se mover em redemoinhos. Ele ficou ali, parado na neve, convencido de que o frio terminaria o que seus punhos haviam começado.
Até que ele sentiu.
Passos atrás dele. E a súbita percepção de que a pior parte daquela noite ainda nem havia começado.
O sangue de Rosa Moraes ainda não havia congelado quando Samuel Tavares decidiu que a noite estava finalmente silenciosa o suficiente para deixá-la para trás.
“Deveria ter simplesmente deixado pra lá”, Samuel murmurou para o vento gelado, embora Rosa não pudesse mais ouvi-lo.
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