A arma estava a meros centímetros do peito de Rosaura Santos quando ela tomou a decisão que mudaria tudo. Eram 21h51 de uma noite chuvosa de novembro no Bixiga, em São Paulo, e três homens mascarados tinham acabado de invadir o “Cantinho da Margarida”, o pequeno café que pertencia à sua mãe, que estava à beira da morte.
Eles queriam os R$ 1.200 que estavam na caixa registradora. Mas quando o assaltante mais jovem virou a arma para o frágil senhor que se sentava no reservado dos fundos, Rosaura não pensou.
O homem que ela protegeu era Giuseppe Rinaldi, o chefe aposentado de uma das mais poderosas organizações ítalo-brasileiras do país, um homem a quem chamavam de “O Lobo Cinzento do Bixiga”. Rosaura não fazia a menor ideia.
Na manhã seguinte, quatro seguranças armados chegariam à porta de seu café, enviados pelo filho de Giuseppe, um homem perigoso chamado Maximiliano Rinaldi, que olharia para Rosaura e veria algo que ele já não acreditava ser real.
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