O tribunal da 3ª Vara de Família de São Paulo conheceu o silêncio absoluto quando a pequena Cecília, sete anos, de pé diante do juiz Roberto Mendes, declarou com a pasta de unicórnio nas mãos: "Eu sou a advogada da minha mãe".
Aos 58 anos e com três décadas de carreira, o juiz nunca vira algo assim. Pensou tratar-se de uma brincadeira, mas algo na postura da menina o fez hesitar. "Desculpe, mocinha, mas aqui é um tribunal, não lugar para brincadeiras".
"Eu não estou brincando, meritíssimo", Cecília respondeu, a voz firme. "Vim representar minha mãe, Rosana Silva, no processo de guarda número 00345. Meu pai, Ricardo Ferreira, está tentando obter minha custódia com segundas intenções financeiras".
O tribunal explodiu em murmúrios. Ricardo, o pai, de terno caro, riu alto. "Isso é ridículo!". Seu advogado, Dr. Marcelo, exigiu que a "menina" fosse retirada.
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