O Tribunal de Justiça Municipal estava lotado. Repórteres, curiosos e a elite da cidade se amontoavam para testemunhar o julgamento da "menina criminosa", Isadora Silva, de 19 anos. Acusada de assalto à mão armada, agressão grave e destruição de patrimônio, ela era a imagem perfeita do que a sociedade temia: jovem, pobre, sem perspectivas. O juiz Augusto Ferreira, conhecido por sua eficiência brutal e tolerância zero, via nela apenas mais um caso a ser despachado rapidamente.
Isadora, algemada e vestindo roupas da prisão, parecia frágil. Mas seus olhos não baixavam. Eles desafiavam o mundo a julgá-la sem conhecê-la. O promotor, Dr. Rodrigo Ventura, apresentou seu caso com a confiança de quem já havia vencido. Fotografias da mercearia destruída, o depoimento da vítima, Mateus Oliveira, e a arma encontrada com as digitais de Isadora.
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