Em 1962, no Haiti, um homem chamado Clairvius Narcisse foi oficialmente declarado morto. Seu nome constava no registro do hospital. Dois médicos assinaram o atestado de óbito. O corpo foi levado ao necrotério, mantido em câmara fria por mais de vinte horas, reconhecido pela família, velado e enterrado em um cemitério local. O caixão foi lacrado com pregos, como manda a tradição.
Para qualquer pessoa, ali terminaria a história.
Mas, para Narcisse, aquele foi apenas o começo.
Dias depois do enterro, algo profano aconteceu no cemitério. À noite, um bokor — feiticeiro vodu temido nas comunidades rurais haitianas — violou o túmulo recém-fechado. O caixão foi aberto. O corpo, retirado da terra. E o que veio depois se tornaria um dos casos mais perturbadores já documentados pela medicina e pela antropologia.
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