Na cidade de São Paulo, que nunca dorme, vivia uma jovem chamada Alana Menezes. Para os clientes ricos que ela servia ocasionalmente e para as multidões apressadas pelas quais navegava, ela era quase invisível.
Apenas mais uma garota tentando sobreviver, seu rosto se misturando ao fundo, sua vida, vista de fora, parecia simples, apenas trabalho e uma existência tranquila.
Mas dentro do apartamento apertado que ela chamava de lar no Capão Redondo, uma história diferente se desenrolava, densa com o cheiro dos medos de ontem.
Alana acordava às 4 da manhã, arrancada de um sono agitado, não pela luz, mas pelo som da tosse de sua mãe, úmida e barulhenta, do tipo que trazia sangue.
Ela corria para encontrar sua mãe, Margarida, tremendo com um pano manchado pressionado contra os lábios.
No canto, seu irmão de 8 anos, Léo, observava com os olhos arregalados de terror, suas pequenas mãos gesticulando freneticamente.
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